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Governador do Rio diz que a Polícia Militar vai ocupar a Praça Seca 'em breve'

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RIO — O governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou nesta quinta-feira que “em breve a Polícia Militar vai ocupar a Praça Seca”, na Zona Oeste do Rio, que é cenário de violenta disputa entre traficantes e milicianos. O chefe do executivo não informou, entretanto, como será feita a “ocupação”. A declaração foi dada num evento no 6º BPM (Tijuca) marcado por aglomeração, muitos abraços e falta de alguns protocolos de segurança contra a Covid-19

RIO — O governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou nesta quinta-feira que “em breve a Polícia Militar vai ocupar a Praça Seca”, na Zona Oeste do Rio, que é cenário de violenta disputa entre traficantes e milicianos. O chefe do executivo não informou, entretanto, como será feita a “ocupação”. A declaração foi dada num evento no 6º BPM (Tijuca) marcado por aglomeração, muitos abraços e falta de alguns protocolos de segurança contra a Covid-19.

Ao contrário do seu antecessor, Wilson Witzel (PSC), que chegou a dizer que a polícia poderia “mirar na cabecinha” e atirar em bandido, Castro afirmou que “ninguém aqui celebra a morte de ninguém”. Segundo o governador, a missão da polícia “é libertar a população do tráfico e da milícia”.

— Eu tenho dito e vou bater nessa tecla: a polícia que eu sonho não é a polícia da guerra. Não é a polícia que coloca em risco a vida de inocente e do policial. E sim uma polícia de inteligência, investigação, preparo e tecnologia. Uma polícia que faz duas operações organizadas e não 20 desorganizadas. Não queremos ter mais vitimados. Espero que daqui a pouco a gente não precise de uma Secretaria de Vitimados — disse Castro. — Vamos ocupar a Praça Seca. Estamos preparando a ocupação já para agora. Essa é uma questão técnica. Mas nos próximos dias vamos anunciar. Será provavelmente o primeiro local a ser ocupado e vai ser bem breve — informou.

A Polícia Militar deseja implantar uma companhia destacada no alto do Morro da Barrão e colocar diversas cabines blindadas em ruas estratégicas do bairro. Desde o dia 10 de junho, a segurança da região foi reforçada com atuação de 150 policiais. O governo do estado estava esperando a formação de novos PMs para por em prática o projeto. Isso aconteceu nesta quinta-feira.

Não é a primeira vez que o estado tenta ocupar a Praça Seca para controlar a violência. Em 2014, na gestão do então governador Luiz Fernando Pezão (MDB), a região ganhou uma companhia destacada com 60 agentes que tinham experiência em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Quatro anos depois, em 2018,durante a intervenção militar na área da Segurança – no governo de Pezão – , foi feita outra tentativa de controlar a guerra entre a milícia e traficantes na região.

Naquele ano, a extinta Secretaria de Segurança Pública anunciou, mais uma vez, a criação de uma companhia destacada com 80 policiais da então UPP da Cidade de Deus. Em abril de 2019, o então governador Witzel prometeu que pretendia ocupar algumas comunidades da Praça Seca para por fim ao conflito entre tráfico e milícia. A ocupação prometida durou poucos dias, sem resultados efetivos.

PUBLICIDADE O secretário da Polícia Militar, o coronel Rogério Figueredo de Lacerda, garantiu que, enfim, a população do bairro ficará “livre da milícia e do tráfico de drogas”.

— Eu conversei com o governador e já definimos a estratégia de segurança da Praça Seca. Estamos com uma ação do Comando de Operações Especiais (COE) na região e em breve vamos anunciar esse novo policiamento, que com certeza vai dar muita paz lá para aquela população. Eles ficarão livres tanto da milícia tanto do tráfico de drogas.

Sem previsão para câmeras em uniformes de PMs Sancionado por Castro no último mês, o projeto de lei que determina a implantação de câmeras de vídeo e áudio em uniformes e aeronaves policiais não deve sair do papel tão cedo. Castro vetou   os trechos que estabeleciam prazo para o cumprimento e que a população tenha acesso aos vídeos. Segundo o projeto original, 50% de viaturas, aeronaves e uniformes deveriam ter o equipamento em até dois anos.

— A questão da restrição das imagens é que coisa da polícia que são estratégicas. Então, quando o projeto chegou (vetamos). Tem coisa que se o criminoso souber a estratégia da polícia isso vai atrapalhando diversas outras operações. Então, a ideia (de liberar as imagens) é do comandante da operação e ele por óbvio terá que assinar o que ele não quis fazer (a liberação) para ter uma transparência. Não é que o estado não vai querer dar o acesso. O ideal é que o não acesso seja justificado — afirmou Castro.

PUBLICIDADE Sobre as instalações nas câmeras nos uniformes, o governador declarou:

Já a questão do prazo é que existe uma curva de aprendizado. Eu não posso antecipar o projeto sobre pena de ele ser mal feito. É política do estado e eu fiz o decreto antes. Queremos a redução da letalidade, mas de uma maneira coerente e não açodada. Olha, estamos fazendo as cotações finais para comprarmos o mais rápido possível para começar. Isso é uma política que eu quero implantar.

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