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CDS felicita adesão a voto antecipado e apela a uma mobilização às urnas

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CDS felicita adesão a voto antecipado e apela a uma mobilização às urnas

Às dez da manhã, a Avenida dos Banhos na Póvoa de Varzim ainda dormia. O dia é de sol, de céu azul e limpo, mas é domingo e os cânticos dos jotas contrastavam com o acordar lento da vila. Viam-se apenas alguns madrugadores sentados a ver quem passa, a passear no areal, a ler o jornal na esplanada ou a descansar depois de uma corrida de bicicleta. Nuno Melo passou pelas esplanadas, cruzou-se com apoiantes e distribuiu abraços, esferográficas e panfletos. “É mais novo ao vivo do que na televisão”, ouviu-se. “O senhor é combativo, corajoso. É bom vê-lo por aqui. Não estava nada à espera”, disseram-lhe.

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Após uma pausa de algumas horas na campanha, desde o final da tarde de sábado, por causa do jogo do Benfica, a comitiva regressou às estradas esta manhã. Arrancou na Póvoa de Varzim (distrito do Porto), passa pelo Marco de Canaveses, Aveiro e dorme em Setúbal, onde o dia de segunda-feira começa.

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Este domingo marca também o início do ato eleitoral para as Europeias, já que cerca de 20 mil pessoas vão às urnas este domingo, em alternativa ao dia 26 de maio. São seis vezes mais portugueses a votar por antecipação do que nas passadas eleições autárquicas, quando apenas cerca de 3 mil se registaram. A grande diferença é que, a partir destas Europeias, deixou de ser obrigatório pedir uma autorização por escrito para votar uma semana antes: basta fazer o registo e assim elimina-se mais um obstáculo à ida às urnas

“Felizmente o voto antecipado aumentou muitíssimo”, disse Nuno Melo, em declarações aos jornalistas na marginal da Póvoa. O cabeça de lista do CDS às Europeias voltou a repetir o que disse no sábado, descrevendo o voto no CDS “como um sinal muito claro no sentido da moderação”. E além de apelar ao voto no partido, apelou a uma “mobilização às urnas”, lembrando que “as taxas de abstenção infelizmente são muito altas e entre os jovens ainda mais”

“Cada pessoa que fica em casa está a reforçar os extremismos, que são mais militantes.” E nesses extremismos, Melo coloca o Bloco de Esquerda e o PCP, manifestando o objetivo de conseguir por o CDS à frente dos dois partidos

Para isso, tem sido claro em relação ao que o CDS representa politicamente: “uma direita democrática, tolerante, afirmada e orgulhosa”, defendendo que é “a única escolha possível” para quem é de direita em Portugal. “A direita tem de ter voz e não consegue ter no PSD, que está reposicionado ao centro, ou ainda mais à esquerda com o PS.”

Questionado sobre em que zona do espectro político coloca o partido Aliança, presidido por Santana Lopes, Melo não quis definir ao certo, mas reforçou a ‘identidade’ dos centristas. “Não confundimos partidos como o CDS, com vocação originária, estruturante da democracia, que nasce como partido europeísta e a defender na sua declaração de princípios a adesão à CEE, com dissidências de outros partidos. A Aliança nasce num projeto de poder. E nós não somos um projeto de poder, somos um projeto de princípios e valores.”

À semelhança do que foi acontecendo ao longo desta primeira semana de campanha, Assunção Cristas junta-se a Nuno Melo este domingo no Marco de Canaveses e num passeio de moliceiro, em Aveiro